Torneira
Como não pode deixar de ser, tem que haver sempre qualquer coisa que corre mal quando estamos felizes: quando chegámos de férias, na terça feira da semana anterior, tínhamos bolor no quarto, junto ao rodapé.
Mas, vamos começar pelo princípio.
Pouco antes de nos mudarmos reparámos que a torneira da banheira da casa de banho de serviço estava torta: mais afastada da parede de um dos lados do que do outro. Feita a conversa e passados um dia ou dois o canalizador foi resolver o assunto. Como ainda não tínhamos água, o senhor não pode testar a reparação, pelo que ficou pelo “parece estar bom”.
Depois de terem feito a instalação da água reparámos afinal não estava nada bom, e a torneira vertia junto à parede. A água ficou fechada durante as férias, mas mesmo assim entrou água suficiente para a parece para criar bolor, lá estava ele quando voltámos.
Numa nova iteração na reparação da torneira o canalizador reparou que tinha empurrado uma borracha para fora do sítio ao colocar a torneira na parede. Agora parece estar tudo OK e vamos esperar para ver se aparece mais bolor. Se sim, alguém ainda vai ter ali muito trabalhinho, e não sou eu!!
Parece que…
Estou a ficar melhor das costas… Terça feira à noite parecia que tinha levado meia dúzia de facadas, porque mal me podia mexer. Ontem senti-me melhor lá para os lados da noite e hoje de manhã acordei consideravelmente melhor.
Querida Maria…
… demorei quase dois minutos para me lembrar do comando sql para modificar valores numa tabela. Poderei estar a ficar senil, ou pior, grávido?
Rebaldaria
Ir às finanças é sinónimo de assistir à rebaldaria e desorganização em primeira pessoa.
É ver 40% dos balcões fechados ou sem senhas em espera, enquanto outros acumulam 20 ou 30 senhas de espera.
É ver o rolo da máquina das senhas a acabar e quem vai tratar de trocar o mesmo é exactamente quem nos devia ir atender no minuto seguinte.
É ver as pessoas a juntar-se à volta da máquina à espera de poder lançar o dedo ao botão para ver se conseguem tirar senha primeiro que os outros.
É ver a senhora do balcão ao lado fazer frete e ser mal educada com o senhor que lhe perguntou se era ali que se tratava de X, e constatar que, de facto, a selvajaria não está so de um dos lados do balcão.
Como o Phil Collins diria:
There’s too many men
Too many people
Making too many problems
And not much love to go round
Can’t you see
This is the land of confusion.
Ái, que ‘tou que nem posso
Hoje acordei com uma dor nas costas que mal me pude levantar… pqp! Acho que me arrancaram uma costela enquanto dormia…
De volta
Depois de umas (merecidas, digo eu) férias, cá estamos nós de volta ao trabalhinho.
Não se pode dizer que tenha descansado muito. Depois das mudanças andámos praticamente o tempo todo de um lado para o outro e a dividir o tempo com os paizitos. Tenho que confessar que não me sinto revigorado e com energias renovadas, mas o que tem de ser tem muita força, e assim sendo, vamos ao trabalho.
Mauzões
Uma coisa a que eu sempre achei piada foi aos mauzões, isto é, os marmelos que andam na rua com carregadinhos de mania que partem a boca a quem quer que sequer olhe para eles – não que eu pessoalmente duvide que eles me partissem a boca, contando que corram mais do que eu.
Mas o que eu gosto mesmo mesmo é quando um desses mauzões vai muito bem a “ser mau” no meio da rua, de peito saído, nariz no ar, expressão sisuda e andar balanceado com “aquele estilo” … e de repente tropeça.
Não deve haver nada mais eficaz a quebrar a atitude de “ser mau” do que um valente tropeção – a não ser talvez um barrote nos lombos, mas isso já são coisas minhas. Logo a seguir é ver o mauzão a disfarçar e a intensificar os pormenores de “ser mau”, carregando mais a expressão, dando mais amplitude “aquele estilo” de andar – na verdade o andar é consequência de um dedo torcido no tropeção acompanhado do pensamento: “AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAI paralelopipo fdp que me f%&este um dedo!”
Palhota
Este post vai ser um bocado secante, mas este é um daqueles que é tipicamente para mais tarde recordar. Então aqui vai:
Há uns meses a Sandra virou-se para mim e disse: “Vai-te pentear e vamos ver umas casas”. (Estava numa daquelas alturas complicadas, tal como esteve até há pouco tempo, em que o cabelo está grande e rebelde)
Uma das causas iniciais foi o facto de começarmos a achar que pagar uma casa aos outros não compensa, pelo menos a partir de certa altura. Essa altura é aquela em que se quer começar fazer este ou aquele pormenor na casa mas que não se pode porque existe o pequeno condicionante da casa não ser nossa; ou/e na altura em que os tacos da casa começam a levantar e a arrancar portas das dobradiças.
No início não passava de pseudo-turismo… estavamos apenas a estudar o caso e não à procura de casa para comprar. No meio de tanta merda que se viu algumas iam ficando na memória, just in case. Com o piorar dos tacos e a vontade crescente de tornar a casa mais aconchegante, a vertente turistica tomou outros contornos, e começamos a pensar mais a sério em comprar.
As visitas a apartamentos intensificaram-se e, como já havia um calo de “ver”, bastava um olhar cruzado para sabermos o veredicto particular.
Certo dia, num final de tarde, depois de mais 8 ou 9 “vistorias”, acompanhados por senhores reformados surdos que, por qualquer razão, tinham sempre imensa dificuldade em captar o meu nome antes da terceira repetição, passámos por acaso numa rua de onde vislumbravam gruas… uhhhhh, gruas… gruas significam obras, obras significam potencialmente apartamentos. A Sandra diz “Oh môre…” e eu “Tou a ver! Acho que é por aqui”. Não era, mas acabamos por lá chegar.
Gostámos bastante do sítio e gostamos muito do apartamento. Ficou inconscientemente estabelecido o ponto de comparação daí em diante.
Após muitos outros apartamentos vistos era aquele que ia ficando cada vez mais “escolhido” – obviamente pesando sempre o factor “pés descalços”.
Resumindo um pouco, depois dos pais terem visto e terem gostado muito (mesmo), decidimos que seria aquele o poiso.
Heis que, exactamente 3 meses depois de assinarmos o contrato de promessa compra e venda, a escritura foi feita (ontem).
Tacos levantados e ciganada aos berros durante a noite: chauzinho aí ó, FsDP!
Mais detalhes brevemente.