Quando éramos putos chegava um “olá” para cumprimentarmos alguém, fosse a que distância fosse. Se disséssemos “olá” a alguém que viesse na nossa direcção 20 metros antes de nos cruzarmos com ela, não havia problema, porque podíamos sempre ficar a olhar descaradamente para a pessoa durante o tempo todo até ao efectivo cruzamento, ou podíamos mesmo fazer macacadas pelo caminho que ficava sempre bem.
À medida que crescemos os MOs mudam um pouco, até porque as macacadas em adulto já não calham tão bem, especialmente se forem no local de emprego.
A minha questão é: qual é a melhor maneira cumprimentar uma pessoa que apenas cumprimentamos, ou seja, à qual não temos mais nada para dizer do que o cumprimento em si, se a encontrarmos num corredor comprido e em sentido contrário ao nosso?
As opções são:
Fixar a pessoa mas não dizer nada até que esteja mesmo perto
Esta é provavelmente a pior opção de todas, mas é sempre giro de se fazer se conseguirmos manter uma cara séria durante o percurso todo, mesmo quando a outra pessoa desvia o olhar começa a procurar um sítio para se esconder. É particularmente eficaz para evitar novos encontros se no momento do cumprimento falarmos muito alto e de forma inesperada quase na cara da pessoa.
Dizer o tal “olá” distante
Esta talvez também não seja a melhor opção, porque desde o “olá” até ao “cruzamento” vai ficar um vazio estranho se não houver mais nada para onde olhar. Quando passarmos efectivamente pela pessoa também não a podemos ignorar só porque já a cumprimentámos 5 ou 10 segundos antes, pelo que talvez se possa abanar a cabeça e fazer um sorriso daqueles de “já te vi e já te falei por isso agora não mereces mais do que um aceno de cabeça e um sorriso parvo”.
Fingir que não vemos a pessoa (ou que estamos demasiado ocupados) até ao cruzamento
Este procedimento é eficaz apenas se levarmos alguma coisa na mão, tipo papel (que se torna imediatamente em qualquer coisa de
extraordinariamente cativante) ou telemóvel (que mesmo sem tocar vamos atender – estava em modo silencioso – e ficar a ouvir qualquer coisa que nos vai deixar com ar preocupado e a olhar para o vazio durante um bocado). Se juntarmos um tropeção num armário ou planta que esteja no corredor, é infalível!
Tentar encontrar uma porta aberta bem antes do cruzamento
E assim safamo-nos com o “olá” longínquo e sem o vazio até ao cruzamento. O problema é que teremos que pensar em qualquer coisa para dizer a quem quer que esteja dentro da sala onde entrámos à balda!
No entanto há um cumprimento que já ouvi de longe e que considero simplesmente genial. Estou a falar do peculiar (no mínimo) “Olá, viva, bom dia, então, como está, passou bem? Cá estamos! Obrigado!”. Isto é uma tal rajada que, se for mandada com jeitinho, dura o corredor inteiro e não deixa o menor espaço para resposta, que era exactamente a ideia, até porque no fim já houve uma resposta e agradecimento, sendo que se fica automaticamente pronto para seguir viagem. A única reacção de quem leva com isto é esbugalhar os olhos, começar a fingir um sorriso e fazer uns barulhos estranhos tipo “hummhbomhhhuhumm” enquanto por puro reflexo se pensa nas respostas à enchente de perguntas…
Recebi um mail fantástico, com umas formas geométricas todas catitas e umas cores bonitas… um azulinho bebé, um cor-de-rosinha leve, um amarelinho torrado todo giro… enfim.
Por baixo de cada forma geométrica está aquilo que presumo ser o nome da mesma, mas numa língua que ainda não me é clara, nem tão pouco familiar.
O facto de ter sido eu próprio a mandar-me este mail, aliado ao facto de a) não ter memória de o ter mandado e b) não haver registo do seu envio na minha caixa das saídas, leva-me a concluir aquilo que qualquer pessoa minimamente inteligente concluiria:
- fui raptado por extra-terrestres, que me alteraram a memória posteriormente para que não falasse no assunto;
- antes da alteração à minha memória eu consegui, num acto heróico, enviar-me um email numa linguagem que os extra-terrestres desconhecessem mas que sabia que eu próprio iria compreender, com informação importantíssima sobre o que se passou;
- fiz ainda com que o email apenas fosse entregue com algum atraso, impedindo assim que os ETs, mesmo apagando o registo da minha caixa das saídas, conseguissem erradicar eficazmente o email também da caixa das entradas;
- claramente, no ponto anterior, deduzi (brilhantemente, se me permitem) que, embora o cérebro humano não tivesse segredos para estes ETs, o sistema de emails ainda era algo que suscitava problemas. Aliado a este facto estará também a possibilidade de que os ETs, por andarem a saltar de planeta em planeta sejam obrigados a ter uma ligação móvel à internet, cujas falhas me daria tempo de receber e visualizar efectivamente o meu email, concluindo portanto tudo o que se tinha passado;
O meu plano quase que fracassava, já que os ETs ainda conseguiram com que o email não fosse para a minha caixa das entradas, mas sim para a caixa de spam. No entanto, com uma perspicácia quase perturbadora, consegui saber que ali havia qualquer coisa de estranho.
Ainda assim, o efeito da alteração das memórias pode ter feito com eu perdesse alguma peça mnemónica, assaz relevante para o desvendar deste mistério, pois ainda não consegui entender a minha mensagem.
Pedia-lhes assim que dessem uma vista de olhos na minha mensagem para me ajudar a desvendar esta trama alienígena.
Ontem à noite, depois de levar a Sandra ao centro de saúde, para pagar três euros e vir embora – a espera era de “no mínimo duas horas e pouco” – ficámos fechados na rua!
Não levei chave, mas a Sandra tinha a dela… o problema era que a minha chave estava na porta, por dentro, virada para o lado – prática habitual minha para que não se consiga abrir a porta por fora, e que é particularmente eficaz e bem aplicada quando pelo menos um de nós está dentro de casa!!!
A opção era ligar para os bombeiros, ou para um piquete das chaves do areeiro. Eram 9:30, o que significava certamente uma bela espera à porta, com a Sandra com febre. Resolvi agarrar no porta-chaves da Sandra, desmontá-lo e, depois de fazer o mapa mental de como a chave estaria virada do outro lado, tentei rodar o canhão de dentro com o “aparelho”. Obviamente que não funcionou, e por dentro ia-mos ouvindo o gato a miar e a jogar-se à chave porque ouvia o meu barulho. Tentativa após tentativa a chave de fora continuava a não entrar, até que de repente, depois de uma tentativa mais paciente e de varias patadas do gato, a chave entra!!!
Agora digam-me o que é mais provável: eu, de fora a ter conseguido rodar o canhão de dentro, com uma argola do porta chaves, ou o gato a ter rodado a chave com as patadas dele? Ambas as hipóteses implicam que a chave tenha ficado perfeitamente na vertical!
Este é um dos anúncios a que, quanto a mim, mais mulheres devem achar piada.
Este é um dos anúncios que, quanto a mim, faz rir os casalinhos e se faz acompanhar de frasezinhas do género “Tás a ver, more!?”.
Este é um anúncio que, quanto a mim…. MAS QUE GRANDA P#”%!
O novo Estatudo do Aluno (dos ensinos básico e secundário) vem permitir que se deixe de chumbar por faltas!
Eu ainda me lembro da primeira aula que faltei voluntariamente… Foi na universidade e era uma quinta-feira de Verão, em que uma aula de duas horas de Análise Matemática II com o Mihai foi trocada por uns mergulhos na barragem. Mas fazia mesmo muito muito calor, pelo que tenho desculpa
Confesso aqui o meu apoio incondicional ao governo por aplicar estas medidas, até porque acho que eles não andam lá a fazer nada… tal como os miúdos na escola (súbtil).
Mas fora de piadas, vê-se claramente que isto foi tudo muito bem estudado.
Barrando, de forma brilhante quanto a mim, o caminho à mais pequena possibilidade de exclusão social, antes de deixar os miúdos faltarem à escola à vontade, o que é que o governo faz?
Dá-lhes portáteis com internet de banda larga para que possam ter acesso às novas tecnologias e à informação, e assim possam falar uns com os outros sem terem que maçar a um encontro na escola.
Bem sei que é só para os 10ºs anos ou seguintes, mas mais uma vez a coisa foi bem estudada: sendo a partir do 10º ano, quase de certeza que todos já sabem fazer algumas palavrinhas com as letras do teclado.
Mas analisando o assunto de uma forma mais profunda, vê-se que há aqui uma jogada sagaz da parte do governo: tirar a “coolness” dos gajos de 18 anos que andam no 7º ano… Daqui a pouco um gajo simplesmente não consegue chumbar. E vai dai, um dia quando acorda tem o curso tirado, assim sem ter notado, e já lhe chamam Sr. Engenheiro. E depois pensa “Heich, que ainda parece que foi ontem que me inscrevi na Independente… Um mês passa mesmo a correr!”.
A juventude de hoje parece uma fornada de pão queimado e o padeiro continua a dar-lhe gás.
É verdade, hoje é o dia da monitorização da água.
Em http://www.worldwatermonitoringday.org/ podemos encontrar uma iniciativa bastante interessante.
Da minha parte, estou a monitorizar uma garrafa de litro e meio de água da Serra da Estrela que tenho aqui em cima da mesa.
Ontem vi uma apresentação sobre qualquer coisa em que apareceram umas cenas do filme 300!
Não me venham dizer que é triste descobrir que o Pai Natal não existe, ou que não é o coelho da pascoa que põe os ovos, ou que o Sapo não anda na verdade a dar 25 em todas as pitas de todos os liceus…
Triste, ou melhor, dramático, é descobrir que o 300 afinal não é uma longa metragem documental sobre o desaparecimento das “lojas dos 300″. Ele há coisas do catano!
Eu optava pela erradicação da riqueza… Portugal tinha logo ai um avanço que era qualquer coisa de espantoso! Era os políticos todos a erradicarem o resto da riqueza das contas da malta para as deles – ahh, mas espera… isso é o que eles estão a fazer! Oops…