Arte de cumprimentar
Wednesday October 31st 2007 ..
Filed under: ...nevermind (please!)

Quando éramos putos chegava um “olá” para cumprimentarmos alguém, fosse a que distância fosse. Se disséssemos “olá” a alguém que viesse na nossa direcção 20 metros antes de nos cruzarmos com ela, não havia problema, porque podíamos sempre ficar a olhar descaradamente para a pessoa durante o tempo todo até ao efectivo cruzamento, ou podíamos mesmo fazer macacadas pelo caminho que ficava sempre bem.
À medida que crescemos os MOs mudam um pouco, até porque as macacadas em adulto já não calham tão bem, especialmente se forem no local de emprego.
A minha questão é: qual é a melhor maneira cumprimentar uma pessoa que apenas cumprimentamos, ou seja, à qual não temos mais nada para dizer do que o cumprimento em si, se a encontrarmos num corredor comprido e em sentido contrário ao nosso?
As opções são:

Fixar a pessoa mas não dizer nada até que esteja mesmo perto
Esta é provavelmente a pior opção de todas, mas é sempre giro de se fazer se conseguirmos manter uma cara séria durante o percurso todo, mesmo quando a outra pessoa desvia o olhar começa a procurar um sítio para se esconder. É particularmente eficaz para evitar novos encontros se no momento do cumprimento falarmos muito alto e de forma inesperada quase na cara da pessoa.

Dizer o tal “olá” distante
Esta talvez também não seja a melhor opção, porque desde o “olá” até ao “cruzamento” vai ficar um vazio estranho se não houver mais nada para onde olhar. Quando passarmos efectivamente pela pessoa também não a podemos ignorar só porque já a cumprimentámos 5 ou 10 segundos antes, pelo que talvez se possa abanar a cabeça e fazer um sorriso daqueles de “já te vi e já te falei por isso agora não mereces mais do que um aceno de cabeça e um sorriso parvo”.

Fingir que não vemos a pessoa (ou que estamos demasiado ocupados) até ao cruzamento
Este procedimento é eficaz apenas se levarmos alguma coisa na mão, tipo papel (que se torna imediatamente em qualquer coisa de
extraordinariamente cativante) ou telemóvel (que mesmo sem tocar vamos atender – estava em modo silencioso – e ficar a ouvir qualquer coisa que nos vai deixar com ar preocupado e a olhar para o vazio durante um bocado). Se juntarmos um tropeção num armário ou planta que esteja no corredor, é infalível!

Tentar encontrar uma porta aberta bem antes do cruzamento
E assim safamo-nos com o “olá” longínquo e sem o vazio até ao cruzamento. O problema é que teremos que pensar em qualquer coisa para dizer a quem quer que esteja dentro da sala onde entrámos à balda!

No entanto há um cumprimento que já ouvi de longe e que considero simplesmente genial. Estou a falar do peculiar (no mínimo) “Olá, viva, bom dia, então, como está, passou bem? Cá estamos! Obrigado!”. Isto é uma tal rajada que, se for mandada com jeitinho, dura o corredor inteiro e não deixa o menor espaço para resposta, que era exactamente a ideia, até porque no fim já houve uma resposta e agradecimento, sendo que se fica automaticamente pronto para seguir viagem. A única reacção de quem leva com isto é esbugalhar os olhos, começar a fingir um sorriso e fazer uns barulhos estranhos tipo “hummhbomhhhuhumm” enquanto por puro reflexo se pensa nas respostas à enchente de perguntas…

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Trama alienígena
Wednesday October 31st 2007 ..
Filed under: Wherever I May Roam

Recebi um mail fantástico, com umas formas geométricas todas catitas e umas cores bonitas… um azulinho bebé, um cor-de-rosinha leve, um amarelinho torrado todo giro… enfim.

Por baixo de cada forma geométrica está aquilo que presumo ser o nome da mesma, mas numa língua que ainda não me é clara, nem tão pouco familiar.

O facto de ter sido eu próprio a mandar-me este mail, aliado ao facto de a) não ter memória de o ter mandado e b) não haver registo do seu envio na minha caixa das saídas, leva-me a concluir aquilo que qualquer pessoa minimamente inteligente concluiria:

- fui raptado por extra-terrestres, que me alteraram a memória posteriormente para que não falasse no assunto;
- antes da alteração à minha memória eu consegui, num acto heróico, enviar-me um email numa linguagem que os extra-terrestres desconhecessem mas que sabia que eu próprio iria compreender, com informação importantíssima sobre o que se passou;
- fiz ainda com que o email apenas fosse entregue com algum atraso, impedindo assim que os ETs, mesmo apagando o registo da minha caixa das saídas, conseguissem erradicar eficazmente o email também da caixa das entradas;
- claramente, no ponto anterior, deduzi (brilhantemente, se me permitem) que, embora o cérebro humano não tivesse segredos para estes ETs, o sistema de emails ainda era algo que suscitava problemas. Aliado a este facto estará também a possibilidade de que os ETs, por andarem a saltar de planeta em planeta sejam obrigados a ter uma ligação móvel à internet, cujas falhas me daria tempo de receber e visualizar efectivamente o meu email, concluindo portanto tudo o que se tinha passado;

O meu plano quase que fracassava, já que os ETs ainda conseguiram com que o email não fosse para a minha caixa das entradas, mas sim para a caixa de spam. No entanto, com uma perspicácia quase perturbadora, consegui saber que ali havia qualquer coisa de estranho.

Ainda assim, o efeito da alteração das memórias pode ter feito com eu perdesse alguma peça mnemónica, assaz relevante para o desvendar deste mistério, pois ainda não consegui entender a minha mensagem.
Pedia-lhes assim que dessem uma vista de olhos na minha mensagem para me ajudar a desvendar esta trama alienígena.

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Uma de duas
Tuesday October 30th 2007 ..
Filed under: Random Analysis

Ontem à noite, depois de levar a Sandra ao centro de saúde, para pagar três euros e vir embora – a espera era de “no mínimo duas horas e pouco” – ficámos fechados na rua!
Não levei chave, mas a Sandra tinha a dela… o problema era que a minha chave estava na porta, por dentro, virada para o lado – prática habitual minha para que não se consiga abrir a porta por fora, e que é particularmente eficaz e bem aplicada quando pelo menos um de nós está dentro de casa!!!
A opção era ligar para os bombeiros, ou para um piquete das chaves do areeiro. Eram 9:30, o que significava certamente uma bela espera à porta, com a Sandra com febre. Resolvi agarrar no porta-chaves da Sandra, desmontá-lo e, depois de fazer o mapa mental de como a chave estaria virada do outro lado, tentei rodar o canhão de dentro com o “aparelho”. Obviamente que não funcionou, e por dentro ia-mos ouvindo o gato a miar e a jogar-se à chave porque ouvia o meu barulho. Tentativa após tentativa a chave de fora continuava a não entrar, até que de repente, depois de uma tentativa mais paciente e de varias patadas do gato, a chave entra!!!
Agora digam-me o que é mais provável: eu, de fora a ter conseguido rodar o canhão de dentro, com uma argola do porta chaves, ou o gato a ter rodado a chave com as patadas dele? Ambas as hipóteses implicam que a chave tenha ficado perfeitamente na vertical!

PS:. A Sandra estava um pouco melhor esta manhã.

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Quatro palavrinhas!
Tuesday October 30th 2007 ..
Filed under: ...nevermind (please!)

Este é um dos anúncios a que, quanto a mim, mais mulheres devem achar piada.
Este é um dos anúncios que, quanto a mim, faz rir os casalinhos e se faz acompanhar de frasezinhas do género “Tás a ver, more!?”.
Este é um anúncio que, quanto a mim…. MAS QUE GRANDA P#”%!

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Imogen Heap
Monday October 29th 2007 ..
Filed under: Random Analysis

Tenho andado a ouvir esta menina… compulsivamente!

Não digo mais nada!!



Pão queimado
Friday October 26th 2007 ..
Filed under: Random Analysis

O novo Estatudo do Aluno (dos ensinos básico e secundário) vem permitir que se deixe de chumbar por faltas!

Eu ainda me lembro da primeira aula que faltei voluntariamente… Foi na universidade e era uma quinta-feira de Verão, em que uma aula de duas horas de Análise Matemática II com o Mihai foi trocada por uns mergulhos na barragem. Mas fazia mesmo muito muito calor, pelo que tenho desculpa ;)

Confesso aqui o meu apoio incondicional ao governo por aplicar estas medidas, até porque acho que eles não andam lá a fazer nada… tal como os miúdos na escola (súbtil).

Mas fora de piadas, vê-se claramente que isto foi tudo muito bem estudado.
Barrando, de forma brilhante quanto a mim, o caminho à mais pequena possibilidade de exclusão social, antes de deixar os miúdos faltarem à escola à vontade, o que é que o governo faz?
Dá-lhes portáteis com internet de banda larga para que possam ter acesso às novas tecnologias e à informação, e assim possam falar uns com os outros sem terem que maçar a um encontro na escola.
Bem sei que é só para os 10ºs anos ou seguintes, mas mais uma vez a coisa foi bem estudada: sendo a partir do 10º ano, quase de certeza que todos já sabem fazer algumas palavrinhas com as letras do teclado.

Mas analisando o assunto de uma forma mais profunda, vê-se que há aqui uma jogada sagaz da parte do governo: tirar a “coolness” dos gajos de 18 anos que andam no 7º ano… Daqui a pouco um gajo simplesmente não consegue chumbar. E vai dai, um dia quando acorda tem o curso tirado, assim sem ter notado, e já lhe chamam Sr. Engenheiro. E depois pensa “Heich, que ainda parece que foi ontem que me inscrevi na Independente… Um mês passa mesmo a correr!”.

A juventude de hoje parece uma fornada de pão queimado e o padeiro continua a dar-lhe gás.



Abertura Fácil
Tuesday October 23rd 2007 ..
Filed under: Random Analysis

Hoje, n’Os Incorrigiveis‘.
Muito bom…

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Dia Mundial da Monitorização da Água
Thursday October 18th 2007 ..
Filed under: Dia Mundial De Um Coiso

É verdade, hoje é o dia da monitorização da água.
Em http://www.worldwatermonitoringday.org/ podemos encontrar uma iniciativa bastante interessante.
Da minha parte, estou a monitorizar uma garrafa de litro e meio de água da Serra da Estrela que tenho aqui em cima da mesa.

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Fiquei fulo
Wednesday October 17th 2007 ..
Filed under: ...nevermind (please!)

Ontem vi uma apresentação sobre qualquer coisa em que apareceram umas cenas do filme 300!
Não me venham dizer que é triste descobrir que o Pai Natal não existe, ou que não é o coelho da pascoa que põe os ovos, ou que o Sapo não anda na verdade a dar 25 em todas as pitas de todos os liceus…
Triste, ou melhor, dramático, é descobrir que o 300 afinal não é uma longa metragem documental sobre o desaparecimento das “lojas dos 300″. Ele há coisas do catano!

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Dia Internacional pela Erradicação da Pobreza
Wednesday October 17th 2007 ..
Filed under: Dia Mundial De Um Coiso

Eu optava pela erradicação da riqueza… Portugal tinha logo ai um avanço que era qualquer coisa de espantoso! Era os políticos todos a erradicarem o resto da riqueza das contas da malta para as deles – ahh, mas espera… isso é o que eles estão a fazer! Oops…

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