Posted by silvia in Ping Pong
A vida reserva-nos cada surpresa…e então quando vêm na forma de chapadas daquelas sem mão…não há melhor!
Posted by silvia in Ping Pong
Posted by silvia in Poesia
…também eu confesso que “preciso de férias e mimo”. Estou cansada, aborrecida, entediada, deprimida…enfim…
Quando estou assim há algumas coisas que gosto de fazer para me enterrar ainda mais nessa atmosfera depressiva. Fechar-me em casa, no escurinho, enterrada no sofá a ver qualquer coisa sem interesse, preferencialmente novelas. Ou então, e esta é daquelas que mais gosto é pegar nos meus livrinhos da Maria do Rosário Pedreira, ou do José Luis Peixoto e perder-me por ali, por entre as linhas que já conheço de cór.
Por isso, e não me perguntem porquê, aqui ficam algumas dessas linhas…
“Se partires, não me abraces - a falésia que se encosta
uma vez ao ombro do mar quer ser barco para sempre
e sonha com viagens na pele salgada das ondas.
Quando me abraças, pulsa nas minhas veias a convulsão
das marés e uma canção desprende-se da espiral dos búzios;
mas o meu sorriso tem o tamanho do medo de te perder,
porque o ar que respiras junto de mim é como um vento
a corrigir a rota do navio. Se partires, não me abraces -
o teu perfume preso à minha roupa é um lento veneno
nos dias sem ninguém - longe de ti, o corpo não faz
senão enumerar as próprias feridas (como a falésia conta
as embarcações perdidas nos gritos do mar); e o rosto
espia os espelhos à espera de que a dor desapareça.
Se me abraçares, não partas. ”
“Mãe, eu quero ir-me embora – a vida não é nada
daquilo que disseste quando os meus seios começaram
a crescer. O amor foi tão parco, a solidão tão grande,
murcharam tão depressa as rosas que me deram –
se é que me deram flores, já não tenho a certeza, mas tu
deves lembrar-te porque disseste que isso ia acontecer.
Mãe, eu quero ir-me embora – os meus sonhos estão
cheios de pedras e de terra; e, quando fecho os olhos,
só vejo uns olhos parados no meu rosto e nada mais
que a escuridão por cima. Ainda por cima, matei todos
os sonhos que tiveste para mim – tenho a casa vazia,
deitei-me com mais homens do que aqueles que amei
e o que amei de verdade nunca acordou comigo.
Mãe, eu quero ir-me embora – nenhum sorriso abre
caminho no meu rosto e os beijos azedam na minha boca.
Tu sabes que não gosto de deixar-te sozinha, mas desta vez
não chames pelo meu nome, não me peças que fique –
as lágrimas impedem-me de caminhar e eu tenho de ir-me
embora, tu sabes, a tinta com que escrevo é o sangue
de uma ferida que se foi encostando ao meu peito como
uma cama se afeiçoa a um corpo que vai vendo crescer.
Mãe, eu vou-me embora – esperei a vida inteira por quem
nunca me amou e perdi tudo, até o medo de morrer. A esta
hora as ruas estão desertas e as janelas convidam à viagem.
Para ficar, bastava-me uma voz que me chamasse, mas
essa voz, tu sabes, não é a tua – a última canção sobre
o meu corpo já foi há muito tempo e desde então os dias
foram sempre tão compridos, e o amor tão parco, e a solidão
tão grande, e as rosas que disseste um dia que chegariam
virão já amanhã, mas desta vez, tu sabes, não as verei murchar.”
Maria do Rosário Pedreira, O Canto do Vento nos Ciprestes
E é assim que me despeço…bom fim de semana!
Posted by silvia in Ping Pong
Posted by silvia in Ping Pong
“campanha 1 euro por Dia: Fale tudo o que quiser para tmn durante 24h, por apenas 1 euro/dia (Limite 5h/dia). Para aderir responda SIM a este SMS. Até ja.”
LOL