Archive for August, 2007

factos…

August 14th, 2007

A vida reserva-nos cada surpresa…e então quando vêm na forma de chapadas daquelas sem mão…não há melhor!

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Faltam 5 dias…

August 13th, 2007

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Em jeito de solidariedade…

August 10th, 2007

…também eu confesso que “preciso de férias e mimo”. Estou cansada, aborrecida, entediada, deprimida…enfim…

Quando estou assim há algumas coisas que gosto de fazer para me enterrar ainda mais nessa atmosfera depressiva. Fechar-me em casa, no escurinho, enterrada no sofá a ver qualquer coisa sem interesse, preferencialmente novelas. Ou então, e esta é daquelas que mais gosto é pegar nos meus livrinhos da Maria do Rosário Pedreira, ou do José Luis Peixoto e perder-me por ali, por entre as linhas que já conheço de cór.

Por isso, e não me perguntem porquê, aqui ficam algumas dessas linhas…
“Se partires, não me abraces – a falésia que se encosta
uma vez ao ombro do mar quer ser barco para sempre
e sonha com viagens na pele salgada das ondas.

Quando me abraças, pulsa nas minhas veias a convulsão
das marés e uma canção desprende-se da espiral dos búzios;
mas o meu sorriso tem o tamanho do medo de te perder,
porque o ar que respiras junto de mim é como um vento
a corrigir a rota do navio. Se partires, não me abraces -

o teu perfume preso à minha roupa é um lento veneno
nos dias sem ninguém – longe de ti, o corpo não faz
senão enumerar as próprias feridas (como a falésia conta
as embarcações perdidas nos gritos do mar); e o rosto
espia os espelhos à espera de que a dor desapareça.

Se me abraçares, não partas. ”

 

 

 

 

“Mãe, eu quero ir-me embora – a vida não é nada
daquilo que disseste quando os meus seios começaram
a crescer. O amor foi tão parco, a solidão tão grande,
murcharam tão depressa as rosas que me deram –
se é que me deram flores, já não tenho a certeza, mas tu
deves lembrar-te porque disseste que isso ia acontecer.

Mãe, eu quero ir-me embora – os meus sonhos estão
cheios de pedras e de terra; e, quando fecho os olhos,
só vejo uns olhos parados no meu rosto e nada mais
que a escuridão por cima. Ainda por cima, matei todos
os sonhos que tiveste para mim – tenho a casa vazia,
deitei-me com mais homens do que aqueles que amei
e o que amei de verdade nunca acordou comigo.

Mãe, eu quero ir-me embora – nenhum sorriso abre
caminho no meu rosto e os beijos azedam na minha boca.
Tu sabes que não gosto de deixar-te sozinha, mas desta vez
não chames pelo meu nome, não me peças que fique –
as lágrimas impedem-me de caminhar e eu tenho de ir-me
embora, tu sabes, a tinta com que escrevo é o sangue
de uma ferida que se foi encostando ao meu peito como
uma cama se afeiçoa a um corpo que vai vendo crescer.

Mãe, eu vou-me embora – esperei a vida inteira por quem
nunca me amou e perdi tudo, até o medo de morrer. A esta
hora as ruas estão desertas e as janelas convidam à viagem.
Para ficar, bastava-me uma voz que me chamasse, mas
essa voz, tu sabes, não é a tua – a última canção sobre
o meu corpo já foi há muito tempo e desde então os dias
foram sempre tão compridos, e o amor tão parco, e a solidão
tão grande, e as rosas que disseste um dia que chegariam
virão já amanhã, mas desta vez, tu sabes, não as verei murchar.”

Maria do Rosário Pedreira, O Canto do Vento nos Ciprestes

 

E é assim que me despeço…bom fim de semana!

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Faltam 10 dias…

August 8th, 2007

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TMN

August 6th, 2007

“campanha 1 euro por Dia: Fale tudo o que quiser para tmn durante 24h, por apenas 1 euro/dia (Limite 5h/dia). Para aderir responda SIM a este SMS. Até ja.”

LOL

 

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