re]descobertas… June 25th, 2008
Acabei por fazer pouca referência à semana de férias que tivemos em SCD na companhia da mãe e do pai. Vivemos muita coisa, intensamente, como é “prache” do clã familiar (e sim usei o termo habitual do nosso amigo Faria!). Seja bom, seja mau, tudo se vive intensamente, tudo se fala e discute, nada se guarda, tudo se sente, pouco se tolera, tudo se perdoa…mesmo que custe…enfim, não é assim tão linear mas aproxima-se.
Foi uma semana que valeu por mil, como aliás valem todas as que lá passamos, com o acrescento de sol, calor, de aventuras de bicicleta, caminhadas, caches encontradas, 2 colocadas, e passeios. O dia em que fizemos Viseu-São Pedro do Sul-Vouzela, foi o melhor. Foi um dia daqueles que parecem maiores do que os outros, um dia em que tudo se fez com calma e sem grandes planos, (o que às vezes não é fácil, pelo menos para o lado feminino do clã
) Comeram-me muitos quilos de cerejas, reviram-se sítios com os olhos e o fascínio de quem os vê pela primeira vez…foi bom…
Sem dúvida, vouzela e o caminho de regresso venceram pela surpresa, pela simplicidade bucólica.
Viseu:
muito provavelmente já não são os mesmos, serão filhos ou netos dos pavões que sempre habitaram a mata do Fontelo…e que desde pequenina gostava de admirar, ver todas as cores…mesmo com medo queria era tirar-lhes fotografias…o gosto pela fotografia continua cá e posso dizer, que há maneira dele, pela postura, pela força, pelas cores, ainda é um bicho que me fascina.
São Pedro do Sul:
fica o verde, a paz de um lugar que pareceu ter-se perdido no tempo, mas evoluiu com ele …a água quente a cheirar a ovo cozido (segundo o Tiago)!
a grande surpresa do dia, um lugar perdido, encaixado entre serras, protegido, mas acima de tudo cuidado, onde tudo parece respeitado, onde a água ainda é transparente e o fundo são as pedrinhas coloridas em que eu gostava de mexer e remexer quando era pequena. uma água onde ainda nos é “permitido” molhar os pés, onde ainda há muros de pedra, e degraus até à água…
Não há fotos do caminho de regresso. O TomTom (ainda que pai e namorado não estivesses muito convencidos nem de acordo) guiou-nos pelo caminho mais rápido até á auto-estrada (daquelas onde não passam carros e onde quase se adivinham rebanhos a atravessar). De facto era o caminho mais rápido, era basicamente subir a serra a direito, por dentro de uma pequena aldeia. Um percurso divertido e fascinante.
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June 25th, 2008 at 10:53 pm
a foto do pavão está linda e o passeio parece interessante… mas nada supera a sensação de água a cheirar a ovo cozido! (bah!)
June 26th, 2008 at 8:44 am
O teu post fez-me recordar alguns momentos da minha infância! Fui várias vezes passar férias a Calvos com os meus primos. Brincávamos no campo; apanhávamos os imaginários gambozinos,; tomávamos banho na água gelada do tanque, comíamos pasteis de Vouzela ao lanche e enchíamos a mesa de migalhas; íamos a S. Pedro do Sul e riamo-nos muito com o cheiro a “ovos podres” da água.
Bjs
Eva