A primeira parte do mestrado, a entrega da tese, foi concluída.
Hoje fui a Évora entregar as cópias aos serviços académicos. Fui de comboio. Comprei o bilhete pelo site da cp, e foi com supresa que recebi o bilhete no telemóvel. Esta manhã quando chegou o revisor e tirei o telemóvel do bolso, ele olhou para a maquineta dele virou-se para mim e perguntou: – Sr Tiago? A tecnologia é fantástica. A viagem até Évora fez-se num instante. Voltar a ver os campos cheios de sobreiros e as cegonhas sentadas nos seus ninhos deixou-me com um sorriso na cara.
Percorri a pé o caminho da estação até ao espírito santo. Foi uma sensação de nostalgia percorrer as ruas estreitas, da cidade que outrora já foi nossa. Senti-me em casa.
No espírito santo foi cumprimentados pelos rostos familiares das senhoras do bar e meio a sorrir pedi a bela da torrada e do galão. Sentei-me abri o portátil e não consegui configurara a rede wireless que agora se chama eduroam.
Passeei pelos corredores e respirei tradição.
Cheguei aos serviços académicos, entreguei as cópias e a papelada e fui ter com o TJ (que eu não sabia mas fazia anos) e com o Cláudio. Cumprimentamos-nos com aquele abraço. Foi bom voltar a ver aquele pessoal. Combinamos ir almoçar ao Lavrador, e como ainda faltava pouco mais de uma hora, aproveitei para ir passear pela cidade e procurar umas caches. Chegado ao clv, percorri os corredores à procura de rostos conhecidos, mas não vi nenhum. Entrei na sala 136 onde o Saias estava a dar uma aula teórica de sistemas operativos 2, sentei-me a assistir aos últimos 15min. Lembro-me de à uns tempos ter comentado com a tir, que tinha pena de não ter aproveitado melhor as aulas. Bastaram 5min sentado naquela cadeira para mudar de ideas 
Cheguei ao lavrador onde o Sr Zé ainda se lembrava de mim e arranjou logo uma mesa para podermos almoçar. O almoço foi o clássico. Tosta à lavrador (a meias com o TJ) e uma cola. Não há tostas iguais aquelas. Quando entramos no Civic do TJ faltam cerca de 7 minutos para o comboio partir. Graças a uma condução agressiva, quase sempre no red line, onde batemos os 140km/h consegui entrar no comboio 15seg antes dele partir. Foi por uma unha negra, mas não queria que fosse de outra maneira!
Foi uma manhã muito bem passada. Mal posso esperar para lá voltar daqui a uns meses para a discussão.
Sou um grande defensor de acesso livre a redes sem fios. Sabe muito bem quando estamos fora de casa, precisamos de internet e encontramos uma rede sem fios livre que nos permite enviar ou consultar aquele email. Desde que tenho internet em casa que sempre tive o desejo de partilhar a rede sem fios. Tentei usar a rede aberta durante uns tempos, mas as minhas paranóias com segurança fizeram com que rapidamente desistisse da ideia. Há uns dias vi que a ZON se tinha aliado ao FON e fui ver como é que os tipos resolveram o problema da segurança. Segundo o site, estavam a usar um firmware baseado no openwrt para criar duas redes wireless distintas, uma protegida para uso pessoal e outra livre para a comunidade.
Este fim de semana peguei na minha prenda de anos, o router dlink dir-300 (comprado devido ao preço e possibilidade de instalar o openwrt) e meti mãos à massa. 1h mais tarde tinha o redboot configurado e uns minutos mais tarde tinha o linux a correr no router. Ao fim de umas horas a tentar configurar a rede, percebi que ainda haviam uns problemas com o suporte para as portas do switch e era necessário compilar o kernel com um patch. Como já era tarde e não tinha grande vontade de compilar um kernel de raiz, instalei o dd-wrt.
Fiquei contente quando às 4h da matina depois de instalar a versão beta (sim, porque a estável nao funcionou) fiquei com tudo a funcionar.
Agora o router está a servir duas redes wireless, uma protegida para mim e outra livre para quem quiser usar.
happy leeching
Estas ultimas semanas têm sido passadas a trabalhar na dissertação do mestrado. Têm sido fins de semana uns atrás dos outros. Se me tivessem perguntado à coisa de mês e meio atrás diria sinceramente que se soubesse onde me estava a meter não me tinha metido na tese. Hoje, e a pouco menos de 2 semanas para a entrega da tese, continuo a achar o mesmo mas já me custa mais a dizê-lo. Pode ser que quando tudo estiver acabado consiga dizer que valeu a pena
Nos últimos dias apercebi-me que está a decorrer uma revolução no trabalho. Não sei se o resto do pessoal já se apercebeu ou acha que é só temporário, mas apesar de não ter havido um comunicado oficial acho que nada será como dantes. Há cerca de 1 ano, quando fomos para o edifício novo, andávamos todos a puxar ranking para escolher os melhores lugares. Todos queríamos um lugar à janela, ou ficar ao lado deste ou daquele. Hoje as coisas estão diferentes. Faz mais de dois meses que não me sento no “meu lugar” e desde a semana passada que o “meu lugar” foi ocupado por outra pessoa. Perdeu-se o conceito de “meu lugar”, o nosso lugar é onde nos sentamos. Andamos a saltar de mesa para mesa, de projecto para projecto. Sempre com pessoas diferentes, sempre em locais diferentes. É giro. O espirito de equipa é maior, as pessoas conhecem-me melhor e no fim o trabalho corre melhor. No entanto já tenho pena que das coisas não voltarem a ser como eram. Ou muito me engano ou os do costume não se vão voltar a sentar juntos todos os dias durante muito tempo. O que vale é que ficou lá o jacaré a tomar conta da wall of shame